sábado, 18 de abril de 2009

Aparências, nada mais

Nas relações humanas cada pessoa age da maneira que julga conveniente e por isso acaba sendo taxada de certa ou errada antes mesmo de ter a oportunidade de se apresentar.
Em algum lugar no planeta Terra existe uma menina loira, de olhos castanhos, pele meio branquinha, magrinha e um tanto pequenina, que todos insistem em chamar de “certinha”.
Poxa! Não é porque ela não anda de festa em festa, nem fica com todos os garotos que aparecem ou gosta de estudar que a menina é um anjo perdido na terra, ta?! Tenho essa convicção apenas porque essa garotinha sou eu.
Já estou cansada de ser a “certinha” do bairro. Não que eu queira ser a “errada”, é que tal adjetivo acaba por me obrigar a moderar minhas atitudes ou até fingir um comportamento artificial.
Gente, sou uma pessoa normal, ou melhor, louca como todos. Gosto de sair, de namorar, de conhecer gente nova, de experimentar, entretanto, sou madura o suficiente para reconhecer minhas limitações.
Não bebo, ponto! Isso não impede que meus amigos me convidem para desfrutar da companhia deles, pelo contrário, eu adoro participar desses eventos. Não saio “pegando geral”, isso não me proíbe de ficar com duas pessoas em uma festa, afinal sou livre também. Estou em uma universidade, mas isso não me torna a CDF do bairro, pois milhares de jovens, assim como eu, estudam no mesmo ambiente.
É constrangedor cada vez que me excedo um pouco ter que ouvir alguém dizendo ”Larissinha, você? Quem diria, hein?!” Nossa! Isso me irrita de tal forma que se torna indescritível minha reação. A vontade que tenho é mostrar a todos que também tenho defeitos, que não sou perfeita, pelo contrário, ainda sou um ser humano em construção e a cada dia percebo que tenho ainda muito a aprender.
Até certo tempo tinha uma pequena noção que sabia um pouco demais para garotas da minha idade, pois inúmeras pessoas disseram-me que eu já possuía uma sensatez deveras desenvolvida, mas neste instante é como se estivesse reaprendendo tudo.
Não sou a garota padrão, sou apenas aquela que exige respeito e que busca incessantemente a felicidade; sou aquela que reconhece os defeitos e qualidades e que aprende a cada dia a defender-se dos perigos naturais da vida; sou aquela menininha que aparenta ser indefesa, mas que possui um potencial indescritível. Enfim, sou apenas Larisse Ciríaco, a resposta para suas dúvidas.
Todas as linhas acima exibem características minhas regidas por um mero conceito seu. Então tive uma idéia, ou melhor, IDEIA (nova regra ortográfica),
que tal você parar de imaginar minha maneira de ser e tentar conhecer minha forma de vida?! Prometo que jamais se arrependerá de tão sábia atitude.

(Larisse Ciríaco)

Lembranças de momentos únicos

A vida se modifica com tamanha rapidez que às vezes nos surpreendemos mergulhando em nossas lembranças e resgatando momentos que ficarão para sempre em nosso coração.
Se tivermos coragem de mergulhar bem fundo, no mais íntimo do nosso ser, encontramos as divertidas lembranças da infância, as brincadeiras, as manias, as amizades... Que tempo maravilhoso!
Temos recordações também da adolescência, da fase do rock, do mágico ou trágico primeiro beijo, do primeiro amor, da primeira festa, enfim, é a fase dos “primeiros”.
Primeiro beijo, momento significante para quase todas as pessoas, mesmo para aquelas que até hoje dizem “Foi o pior beijo da minha vida, eu não sabia o que fazer, onde pegar!” ou ainda “Deveria ter língua ou não?”. Mesmo sendo embaraçoso foi inesquecível!
Primeiro amor. Ah... Como é bom rir de quando nos apaixonamos pela primeira vez! Tudo parece ser mais colorido; o ser amado sempre parece mais bonito do que realmente é. Xi! E quando um de nossos amigos resolve dizer que o tal indivíduo não é assim tão belo? Aí é um verdadeiro sufoco, não é mesmo?
É gostoso lembrar os momentos vividos, até porque eles se tornam engraçados depois de certo tempo! Quem nunca sentiu esse prazer ao recordar de seus episódios passados? Aliás, a maioria das pessoas, na verdade, já desejaram reviver esses momentos ou até reconstruir um dia anterior ou até mesmo um fato deveras antigo. Quem dera essa possibilidade fosse concedida!
Nossa! Quantos beijos teriam sido roubados, quantas palavras teriam sido ditas, quantos abraços, quantas festas, quantos novos amigos, quanta diversão, quanta..., quanto..., quanta...
Ufa! Como nossa vida seria diferente se começássemos novamente, certo? Não, erradíssimo. O homem é o homem em suas circunstâncias, então nada teria sido diferente se as circunstâncias fossem as mesmas!
Diante disso, já que mesmo revivendo os fatos nada seria modificado, resta apenas continuar pensando, lembrando e sorrindo de cada errinho que cometemos e refletir para não fazer o mesmo mais uma vez. E como já dizia Chico Xavier “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo final.”



(Larisse Ciríaco)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Primeira exposição dos futuros jornalistas da UFPI

Alunos do primeiro período do curso de jornalismo da Universidade Federal do Piauí (UFPI) realizaram uma exposição em homenagem ao dia do jornalista, comemorado na última terça, dia 7 de abril. O trabalho está sob supervisão da professora Jacqueline Dourado. “É importante que o aprendizado não ocorra somente entre as quatro paredes da sala de aula. A formação do aluno se dá principalmente pela pesquisa, leitura e produção de material acadêmico. O aspecto lúdico também é fundamental, bem como o desenvolvimento da criatividade de cada aluno.”, disse a professora.
O trabalho possibilitou um conhecimento mais amplo do jornalismo, pos foi explorado desde o seu início até a atualidade, bem como principais destaques locais e nacionais, que eram desconhecidos pela maioria da turma.
Ana Flávia Conceição Brito, estudante do 3º período do curso de Letras, que também participou da exposição, declarou o seu reconhecimento em relação à experiência: “Foi muito importante para mim, pois me permitiu conhecer grandes jornalistas e suas obras, até então ignoradas”. Esse tipo de pesquisa situa os estudantes que ainda estão em processo de formação e descoberta. “Tive um maior contato com o jornalismo. Fazer perfis e pesquisas foram experiências novas que fizeram com que eu me aproximasse do curso”, diz Marianna Melo Barbosa. “Essa exposição foi uma maneira de familiarização com o ofício e com a responsabilidade do ato de escrever, além do reconhecimento adquirido”, enfatiza Maria Xavier.
Iniciativas como essa que possibilitam a ampliação de conhecmento e enriquecimento de conceitos serão sempre bem-vindas nesse meio acadêmico, responsável por formar novos profissionais para atuar na sociedade.
O trabalho estará a disposição do público na UFPI, no Departamento de Comunicação Social (no CCE), a partir da próxima quinta-feira (16) e o acesso é livre a todos os profissonais da área, estudantes e demais interessados em conhecer mais sobre a história do jornalismo e algumas figuras que marcaram o cenário local e nacional.

Larisse Ciríaco de Carvalho.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Liberdade

Liberdade...Ah, liberdade! Quando vemos ou ouvimos essa simples palavra, muitas vezes nem nos damos conta do complexo significado que ela possui.
Será que podemos nos julgar verdadeiramente livres? Ou será que somos meros escravos de nossa sociedade e do que ela julga correto?
Ser livre vai muito além do direito de expressar determinadas opiniões, de um simples ato de coragem ou até mesmo de uma escolha específica. Será que podemos nos julgar pessoas livres, se temos que andar como a sociedade anda, vestir o que as maiores “estrelas” usam, gostar das mesmas coisas que os destaques do momento gostam? Liberdade é o que nós, humanos, estamos precisando conhecer. Poder usar o que você gosta, poder protestar quando algo não o agrada, conhecer pessoas novas, ir além do seu horizonte, expressar o que realmente sente, dizer que o “bum” do momento pouca importa pra você, pois o que interessa é ser feliz e não comprar, possuir o que todos desejam, o que todos cobiçam, isso sim é liberdade!
De que adiantaria você possuir todos os lançamentos, todas as roupas da última moda, usufruir da mais avançada tecnologia, se você não tem com quem compartilhar esses privilégios, se ninguém convida você pra sair, pois todos julgam você luxuoso(a) demais pra sair com pessoas que não tem a mesma qualidade de vida que você? Você não tem nenhum amigo, porque você se interessou tanto em adquirir coisas materiais, que nem lembrou de cativar as pessoas, esqueceu-se até que os amigos, o seu dinheiro não poderá jamais comprar.
Ser livre é um privilégio de poucos, mas há necessidade em muitos! Você não precisa ser igual aos outros, você não tem necessidade de fazer aquilo que não quer para os outros te olharem de uma maneira melhor, pois as pessoas devem aceitar você pelo que você é, e não pelo que você tem ou usa.
Nós vivemos em uma sociedade materialista e altamente consumidora, mas você não deve ser assim! Você foi feito única e exclusivamente, não apenas mais um no mundo para ocupar espaço! Seja diferente, não ligue para o que os outros dizem, se pra agradá-los você tiver que fazer o que não gostaria, porém você deve analisar-se, verificar se está realmente sendo feliz, e o mais importante, se você está fazendo os outros felizes.
Por isso vá, volte atrás se você errou, recomece, pare de fazer o que não te agrada. Corra atrás da sua felicidade, mesmo que pra isso você tenha que abrir mão de seus confortos desnecessários, diga pra sociedade que você não liga para o que ela estabelece, pois você é diferente, você tem seu próprio estilo, porque de nada valerá seus bens materiais sem um verdadeiro amigo, ou uma verdadeira felicidade!
E lembre-se: O dinheiro um dia te abandonará, mas os que te amam estarão sempre contigo, da maneira que você for; e se um dia uma pessoa que você julgava muito especial te abandonar por que você deixou de agir como ela queria ou deixou de realizar os seus caprichos, não dê importância, essa pessoa não estava ao seu lado por você e nunca foi especial , mas um dia pode ter certeza que você encontrará essa mesma pessoa e ela se arrependerá de ter deixado uma pessoa tão especial, maravilhosa, e única como você!


(Larisse Ciríaco)

Tristes porém sábias experiências humanas.

Ás vezes iludimo-nos tão fácil por aparências que acabamos sofrendo sem necessidade. Dedicamos horas de preciosos pensamentos imaginando como seria bom se estivéssemos com uma pessoa e como teria sido trágico se estivéssemos com aquela outra. Nos entregamos desnecessáriamente a grandes paixões, a belas aparências, a eternas ilusões....
Alimentamos sentimentos que não são correspondidos, deixamos de amar as pessoas certas e acabamos apaixonando-nos por aquelas que não nos dão a mínima!
Arriscamos-nos em uma tentativa, acreditamos em todos os que dizem: " Vai dar certo, vai em frente!" e criticamos os que dizem: " Esperam um pouco, vai com calma.". Criamos esperanças infundadas, fingimos não querer mais quando alguém diz que a pessoa "errada" fez alguma besteira, mas é só a tal abrir um sorriso e olhar para nós que renasce o sentimento e nos entregamos ao momento, esquecendo tudo que havia sido dito momentos antes.
Passamos horas fantasiando toda uma vida ao lado da "pessoa errada", os momentos lindo que pssaríamos juntos, porém com um susto voltamos a realidade e lembramos que nada daria certo pois nem tudo depende só de nós. Então fingimos que está tudo bem, enquanto a vontade que realmente sentimos é de voltar no tempo e resistir a todos os encantos daquele ser que insistem em não sair de nossa mente.
Passamos a nos sentir idiotas e inferiores, então prometemos a nós mesmos nunca mais gostar de ninguém! Poxa! Que escolha fácil né? Como se fosse possível escolher se vamos ou não nos apaixonar, sofrer ou ser feliz. A única alternativa que ainda temos é deixar acontecer e esperar sempre o melhor.
É quando aprendemos que por mais erradas que sejam nossas escolhas, essas acabam sempre ensinando-nos que a cada volta do mundo alguém nasce ou morre, cresce ou decresce, acerta ou erra, chora ou ri, ama ou odeia, porém ninguém é o mesmo para sempre é por isso que a cada mudança vem o arrependimento e a vontade de voltar atrás e dar valor ao que foi desperdiçado. A partir desse momento percebemos que nada é por acaso e todas as dúvidas tem suas respostas no nosso interior e só precisamos refletir um pouco mais para perceber que tudo que vivemos não passa de mais uma das tristes porém sábias experiências humanas que de uma maneira ou de outra acavam ajudando no nosso fortalecimento.

A chamada escola da vida!

A chamada escola da vida

Como a mente humana é engraçada! Uma pessoa nasce e começa a ver o mundo como se vivesse em um conto de fadas ou em uma história em quadrinhos, onde só existem dois tipos de pessoas, as boas ou as ruins, e que o bem sempre vence o mal.
Uns dez anos mais tarde aquela criança que um dia sonhou em ser um super-heroi começa a perceber que além dos bons e dos ruins existem aqueles em período de transição e nota também que o bem nem sempre vence o mal.
Cada pessoa tem decepções, sonhos destruídos, ilusões, isso tudo é normal, afinal faz parte do processo de evolução de cada um de acordo com cada necessidade. Quando pensamos que já sabemos de tudo algo nos lembra que ainda não sabemos de nada, pois as mudanças chegaram!
Vinte anos depois, vivemos experiências novas, casamos, constituímos família e passamos a responder por nossos atos, mas mesmo assim nem sempre fazemos ideia do nosso papel aqui.
Podemos viver cinquenta, oitenta, até mesmo cem anos que continuaremos sem saber tudo, ou melhor, continuaremos sabendo de quase nada. Mesmo que estejamos transformados, mesmo que nosso corpo tenha sofrido com as duras experiências, mesmo que tenhamos encontrado vertentes onde antes achávamos que era o fim da linha, ainda assim somos apenas aprendizes da chamada escola da vida, onde a todo instante somos discretamente avaliados para que um dia, deveras distante, possamos deixar as carteiras de calouros e nos apropriar do lugar de instrutores e assim observarmos o mesmo ciclo pelo qual passamos, entretanto agora com os olhos da experiência adquirida.


Larisse Ciríaco
13/03/09
“Às vezes depositamos grandes sonhos em cima de grandes pessoas, mas com o tempo percebemos que grandes são os sonhos... As pessoas... Pequenas demais!”

Com o tempo entendemos que com muitas situações constrangedoras, aprendemos a seguir mais fortes e confiantes em nós mesmos. Aprendemos que com as maiores traições percebemos quem é realmente merecedor de nossas confidências! E aprendemos principalmente a dar o verdadeiro valor a quem merece, não desperdiçando a chance de aprender a cada dia que nas quedas o maior se faz pequeno e aquele que se envaidece nada mais é que um mero fruto do destino...
Às vezes chegamos a trocar o certo pelo duvidoso apenas porque esse se faz mais sedutor, utilizando de artimanhas indescritíveis, enquanto aquele age naturalmente e acaba por ter seu brilho radiante, ofuscado pelo desejo ardente desse, para se mostrar melhor e mais satisfatório!
Muitas vezes queremos tudo, mas justamente por isso acabamos ficando sem nada. Às vezes mentimos tanto e por tão pouco que nossa palavra nada mais vale que a de qualquer estranho. Perdemos tantas oportunidades maravilhosas com medo de arriscar, mas também perdemos muitas chances de felicidade apostando nas fichas erradas!
Temos que aprender que as verdadeiras amizades não são fáceis de encontrar, mas podem ser fáceis de serem perdidas! Ainda precisamos compreender que a vida nos dá inúmeras chances de felicidade, mas cabe a nós, fazermos bom uso delas.
Muitas vezes ficamos tristes porque a pessoa em quem nós mais confiávamos nos traiu, ou porque a pessoa que mais amamos ama outro alguém e o pior, ama um alguém a quem nós consideramos demais, e por isso nosso coração vai se enchendo de tristeza e de melancolia até que percebemos mais uma vez, que nada acontece por acaso e que tudo tem seu momento certo de acontecer, mesmo que esse momento nos pareça inadequado.

“Com o passar dos dias aprendi que nem sempre é bom acreditar em palavras carinhosas, em carinhos suaves, em promessas duradouras, pois ao acreditar em tais coisas acabei decepcionando-me como nunca havia antes. Aprendi a ser dura, fria e distante com aqueles que me fizeram sofrer, mas por outro lado, aprendi a ser humilde e a pedir perdão àqueles que tentaram me abrir os olhos, porém eu, envaidecida, iludida e enfeitiçada acabei não dando ouvidos.
Com o passar dos dias percebi que existem lobos com pele de carneiro que estão sempre à procura de presas frágeis e lamentei quase ter me transformado em uma dessas presas, mas ao mesmo tempo agradeci por ter conseguido me libertar e ainda tirar uma lição de vida desse trágico episódio.
Com o passar dos dias encontrei dentro de mim uma força até então desconhecida, que me fez superar todos os obstáculos de minha vida, que me fez levantar após uma queda e reerguer a cabeça, como se o que tivesse acontecido fosse apenas um sonho ruim, do qual já me desfizera.
Enfim, com o passar dos dias aprendi que a vida é composta de altos e baixos, que em nosso caminho encontram-se muitas pedras, mas que se nós ao invés de quebrá-las soubermos guardá-las para mais tarde construirmos nosso pódio, a vida se torna muito mais viva e alegre.
Portanto o importante é persistir e pensar em desistir?
...jamais!
E lembrar sempre: o pior fracassado é aquele que não consegue juntar os cacos de seu próprio rosto partido para colá-los e tentar acertar novamente, perdendo assim a chance de encontrar em um lugarzinho escondido, uma grande surpresa reservada pelo destino. ”

Sentido da vida

Certa vez perguntaram - me qual o sentido da vida. Eu quase sem entender a razão da pergunta fiz - me mudo, pois palavras não tinha para responder tal pergunta. Então fizeram - me uma nova: Por que os sonhos nem sempre se concretizam? Mais uma vez não encontrei uma resposta, fiz - me mudo novamente. Uma terceira pergunta fez - me calar, desta vez perguntaram - me: Por que a felicidade não pode ser alcançada por todos?
Após fazer essas três perguntas e não obter resposta alguma o alguém saiu com uma aparência pouco pior que quando chegou. Estava com o rosto abatido, com olhos sem brilho e com um jeito de quem não tinha uma boa noite de sono há alguns dias.
Fui para casa ainda pensando naquele intrigante episódio, e tentando entender a razão daquele alguém desconhecido escolher justamente a mim dentre tantos outros, para responder suas complexas perguntas.
Ainda intrigado, adormeci. Foi quando comecei a sonhar. Neste sonho ouvi um senhor branco, de cabelos longos e soltos ao lado de uma senhora muito elegante, de cabelos longos, negros e também soltos me dizer o seguinte:
- Filho porque tu se sentes inseguro ao ser surpreendido por perguntas complexas? Porque não confias em nós? Tu sabes, filho, que nós jamais te abandonaremos e mesmo assim se sente incapaz de dar conforto a um alguém que naquele momento precisava ouvir uma palavra tua. Porque, filho, tu não disse a ele o que o teu coração estava te mandando dizer? Será que tu não tens mais certeza de teus princípios? Filho, iremos te dar um conselho siga sempre o teu coração de modo que tuas ações passem por ele e que tudo o que tu fores dizer a alguém, sejam analisadas por ele, para que, filho, tu não possas cair e nem machucar o teu próximo, compreendeste meu filho?
E então acordei, completamente seguro e feliz por ter tido um sonho tão lindo e também tão real, como jamais outro o fora.
Sai de casa decidido a encontrar aquele mesmo alguém e explicar tudo o que ele precisava saber. Por felicidade o encontrei no mesmo lugar que outrora havíamos conversado. Decidido e ofegante chamei – o para um lugar onde pudéssemos conversar melhor e resolvi responder suas perguntas. Então eu o disse:
- Me perguntaste qual o sentido da vida e eu não pude responder – te em primeiro momento, mas agora afirmo – te que tudo depende do seu ponto de vista, explicarei melhor, por exemplo, imagine o seguinte acontecimento:
Uma pessoa passa em uma rua altamente movimentada com os bolsos cheios de moedas e de repente algumas caem despercebidas. Vendo o que aconteceu uma outra que vem atrás pega as moedas e tenta entrega – las ao dono, mas já não o reconhece mais, então doa - as para um pedinte que se encontra na esquina desta mesma rua.
Vendo tudo o que aconteceu poderemos concluir que de acordo com o ponto de vista de quem perdeu as moedas, o que aconteceu foi uma infelicidade, que isso só aconteceu porque faltou responsabilidade das outras pessoas que poderiam ter devolvido – as quando encontradas, enfim, nos colocando no lugar desta pessoa ficaríamos muito chateados e inconformado por ter perdido tão preciosa coisa. Agora, se analisarmos a situação do ponto de vista do pedinte consideraríamos que isso tudo foi uma graça divina, que Deus está olhando por ele e que ainda existem pessoas boas no mundo apesar de tudo.
Então o sentido da vida está na maneira que cada um olha o mundo, e na intensidade com que cada um torce e acredita. A felicidade está no final de cada esquina e só perseverando a encontraremos e os nossos sonhos só se concretizarão quando nós acreditarmos e lutarmos por eles sem esperar que eles venham até nós.
Após explicar tudo o que queria para o alguém notei que o semblante dele se alegrara e comecei a reparar que as feições dele não me eram estranhas, e rapidamente liguei – o ao senhor do sonho e percebi que ambos eram a mesma pessoa. Completamente pasmo comecei a rir de nervosismo, foi quando o mesmo senhor me falou:
- Filho, fico feliz em saber que tu compreendeste o meu recado e digo que agora, sim, você está pronto para cumprir a missão que a ti foi confiada. Segue, filho, com todo o teu amor e a tua humildade e ajuda aos menos esclarecidos compartilhando com esses a tua sabedoria.
Foi quando eu voltei para casa e compreendi que cada um de nós tem uma missão a cumprir e um dom a ensinar para os outros só basta acreditarmos em nós mesmos e ajudar os outros a acreditar no mundo!

( Larisse Ciríaco)

Lenda árabe

“ Diz uma antiga lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e num determinado ponto da viagem discutiram. O outro, ofendido sem dizer nada, escreveu na areia: ‘Hoje, Senhor, meu melhor amigo me bateu no rosto!’
Seguiram e chegaram a um oásis onde resolveram banhar-se .
O que havia sido esbofeteado começou a afogar-se, sendo salvo pelo amigo. Ao recuperar-se pegou um estilete e escreveu numa pedra: ‘Hoje, Senhor, meu melhor amigo salvou-me a vida!’
Intrigado, o amigo perguntou:
- Por que depois que te bati, escreveste na areia e quando te salvei escreveste na pedra?
Sorrindo o outro amigo respondeu:
- Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia onde o vento do esquecimento e do perdão se encarregam de apagar; porém quando nos faz algo grandioso, devemos gravar na pedra da memória do coração , onde vento nenhum do mundo será capaz de apagar”


( Autor Desconhecido)

O valor da amizade

Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho. Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro. A todas elas chamamos de amiga. Há muitos tipos de amigo. Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles. O primeiro que nasce do broto é o amigo pai e a “amiga” mãe, mostram o que é ter vida. Depois vem o amigo irmão, com que dividimos os nossos espaços para que ele floresça como nós. Passamos a conhecer toda a família de folhas, a qual respeitamos e desejamos bem. Mas o destino nos apresenta outros amigos, os que não sabíamos que cruzariam os nossos caminhos. Muitos desses denominados amigos do peito, do coração. São sinceros, são verdadeiros. Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz feliz. As vezes, um desses amigos do peito estala o nosso coração e então é chamado amigo namorado. Esse dá brilho aos nossos olhos, música aos nossos lábios, pulos aos nossos pés. Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora. Esses costumam colocar muitos sorrisos na nossa face, durante o tempo em que estamos por perto. Falando em perto, não podemos esquecer os amigos distantes. Aqueles que ficam nas pontas dos galhos, mas que quando o vento sopra, sempre aparecem novamente entre uma folha e outra. O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdemos algumas dessas nossas folhas. Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações. Mas o que nos deixa mais feliz é que continuam por perto, continuam alimentando a nossa raiz com alegria. Lembranças de momentos maravilhosos enquanto cruzam os nossos caminhos.
Desejo a você, folha da minha árvore, paz, amor, saúde, sucesso, prosperidade... Hoje e sempre. Simplesmente porque cada pessoa que passa em nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Há os que levaram muito, mas há os que não deixaram nada. Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso.

Amanhã pode ser tarde demais...

– Ontem...? Isso faz tanto tempo...!
– Amanhã...? Não nos cabe saber...!
E amanhã pode ser muito tarde...!

Amanhã pode ser muito tarde,
Para você dizer que ama
Para você dizer que desculpa
Para você dizer que quer tentar de novo...

Amanhã pode ser muito tarde
Para você pedir perdão,
Para você dizer
– Desculpe o erro foi meu!
O seu amor amanhã, pode já ser inútil!
O seu perdão amanhã, pode não ser precioso;
A sua volta amanhã, pode não ser esperada;
A sua carta amanhã, pode não ser lida;
O seu carinho amanhã, pode não ser mais necessário;
O seu braço amanhã, pode já não encontrar
outro braços;
Porque amanhã,
Pode ser muito... muito tarde!

Não deixe para amanhã
Para dizer
– Eu amo você !
– Estou com saudades de você!
– Perdoe-me!
– Esta flor é para você!
– Você está tão bem!
Não deixe para amanhã,
O seu sorriso, o seu abraço, o seu carinho,
O seu carinho, a sua volta;



Não deixe para amanhã para perguntar:
– Por que você está triste?
– O que há com você?
– Ei, venha cá, vamos conversar... cadê seu sorriso?
– Já percebeu que eu existo?
– Por que não começamos de novo?
– Estou com você. Sabes que pode contar comigo?
– Cadê os seus sonhos? Onde está sua garra?
Lembre-se:
Amanhã pode ser tarde, muito tarde!

Amanhã o seu amor pode não ser preciso;
O seu carinho pode não ser mais precioso;
O seu amor pode ter encontrado outro amor;
O seu presente pode chegar muito tarde;
O seu reconhecimento pode não ser recebido com O mesmo entusiasmo...

Procure! Vá atrás! Insista!
Tente mais uma vez! Só hoje é definitivo!
Amanhã pode ser tarde...
Muito tarde!